Uso do DIU no Pós-Parto imediato

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Uso do DIU no Pós-Parto imediato

O pós-parto é um momento ímpar na vida feminina, tendo em vista que é o marcador da chegada de uma nova vida, e é, também, o momento ideal para que a mulher acesse os serviços de contracepção sob os cuidados dos profissionais da saúde especializados na área. Em contraste com este momento, as informações disponíveis na literatura científica mostram que, a primeira ovulação após o parto ocorre em 45 a 94 dias, que alguns desses óvulos podem ser férteis e que cerca de 51% das mulheres retomam a vida sexual antes de seis semanas pós-parto. Sendo assim, esses números alertam e destacam a importância da oportunidade que se tem para aconselhar a paciente sobre suas opções em contracepção pós-parto.

Atualmente, baseada nos riscos que a mãe e o bebê podem sofrer, a Organização Mundial da Saúde aconselha que o intervalo entre um nascimento e uma posterior gestação seja de no mínimo 24 meses. Nesse sentido, as mulheres que escolhem anticoncepcionais menos eficazes após o parto, como o método de amenorreia da lactação – o qual reduz sua eficiência com o tempo até que seja substituído por outro método – estão mais propensas a engravidar novamente em um curto período de tempo. Por outro lado, o uso de contracepção reversível de ação prolongada, como o DIU pós-parto, é considerado um dos métodos mais eficazes, perdendo apenas para a esterilização. Sabe-se hoje que, a cada 100 mulheres que usam o DIU pós-parto sem intercorrências, nenhuma engravida antes de 27 meses após o parto.

A maior parte das mulheres que passam por aconselhamento anticoncepcional para o pós-parto relatam que o mais importante em um método contraceptivo para este período é a facilidade do método para ser usado, seu custo, a compatibilidade com a amamentação e o efeito que ele exerce sobre o sangramento uterino. As opções que atendem a esse desejo incluem a esterilização, o DIU pós-parto e contracepção hormonal de curta duração e injetáveis hormonais apenas de progestogênio. 

Por outro lado, quando a mulher procura por uma contracepção que atenda seus desejos de pós-parto e ainda preserve sua fertilidade estando livre efeitos colaterais hormonais, o método mais indicado é o DIU pós-parto. Esse tipo de contracepção pode ser iniciada em momentos diferentes do após o parto, podendo ocorrer no período de pós-parto imediato, que corresponde a 10 minutos após a saída placenta, no pós-parto precoce, que é o período de até uma semana após o parto e, no chamado pós-parto tardio, em que a inserção ocorre em até 6 semanas após o parto. Saber em qual momento do pós-parto o DIU é inserido é uma informação importante, porque os riscos e benefícios variam dependendo desse período, sendo muito mais segura no pós-parto imediato.

A inserção do DIU no pós-parto imediato é vantajosa porque não demanda que a paciente volte ao consultório para passar por mais um procedimento após enfrentar o parto e está associado a uma menor incidência de perfuração uterina, infecção e sangramento. Além disso, os chamados riscos diferenciais, que incluem expulsão, mau posicionamento e perfuração uterina, podem ser evitados quando o DIU é colocado no pós-parto imediato, porque permite ao médico identifica-los com mais facilidade e corrigi-los antes da fertilidade voltar. Contudo, essa inserção é contraindicada para as mulheres acometidas por corioamnionite, endometrite e hemorragia pós-parto ativa.

Consulte seu ginecologista e veja o melhor método para você.

Estefânia Pereira Diniz

Acadêmica do Sétimo Período – PUC Minas Gerais

Dr. Fabrício Campos

Ginecologista e Obstetra

CRM-MG 56832

DKT Saúde da Mulher

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